Festas de fim de ano: com que vinho eu vou?

O vinho historicamente faz parte de todos os ritos e festas, das sacras às profanas. No Natal, Reveillon, Carnaval e até mesmo num final de tarde de suas férias, tenha uma taça de vinho nas mãos, a bebida oficial deste Verão.

Din Don Bell

A ceia de Natal no Brasil normalmente reúne pratos da tradição brasileira, como peru e pernil, que podem ser regados a vinho, para animar a noite e os paladares. Para este dia, um Chardonnay mais estruturado, como argentinos e chilenos, normalmente amadurecidos em barricas de carvalho, caem bem. Uma alternativa são os tintos leves, como um Pinot Noir e mesmo um Merlot.

O pernil de porco assado é versátil da mesma maneira. Pode ser bem acompanhado por um Chardonnay, pelos brancos espanhóis da Rioja, ou os brancos portugueses do Alentejo ou do Douro. Aceita ainda a companhia de tintos mais leves, como Pinot Noir, um Rioja envelhecido ou os macios alentejanos. Já um salmão defumado, que tem carne medianamente gorda, fica mais agradável na companhia de um branco produzido, por exemplo, com a uva Sauvignon Blanc, que geralmente tem boa acidez.

No aperitivo, ou início de refeição, as frutas secas e sementes pedem um branco leve e seco ou, melhor ainda, um espumante. O champagne é clássico, mas fazem igualmente boa figura os espumantes brasileiros e os cava espanhóis. Ao final da refeição, as mesmas frutas secas e sementes podem ser acompanhadas pelos vinhos de sobremesa.

Existe uma ampla variedade nesta área. Em Portugal há o Vinho do Porto, o Moscatel de Setúbal e o Madeira. Na Itália, o Passito di Pantelleria. Na França, o Muscat Beaumes-de-Venise. E os late harvest, como os chilenos e alguns brasileiros (Terra Nova, da Miolo). Esses mesmos vinhos de sobremesa, não muito doces, casam bem com panetone e bolos de Natal.

Sete ondas, sete goles

Para entrar o ano novo com o pé direito, o champagne e os espumantes naturais são tradicionalmente vinhos de celebração. Podem ser bebidos sozinhos ou como aperitivos ou mesmo para acompanhar entradas e algumas receitas.

O champagne, exclusivo da região francesa de Champagne, tem muitos representantes no mercado brasileiro. O bom champagne apresenta bolhas finas, persistentes; seus aromas limpos lembram pão, fermento, em fundo de frutas; e na boca, mostra boa acidez e cremosidade, terminando com agradável frescor. Um clássico, sempre confiável, é o Moët & Chandon Brut Imperial.

Os espumantes brasileiros têm melhorado muito e, por seu preço, são competitivos no mercado internacional. Sua maior característica é a boa acidez e o frescor, que os tornam agradáveis para nosso clima. Entre as boas marcas podem ser incluídos os espumantes Brut Chandon, Salton, Miolo, Valduga, Cave Geisse/Cave de Amadeu, Marson, Aurora, Adolfo Lona, Don Giovanni e Dal Pizzol.

Enfim, férias!

Beber vinho na praia, na areia, enquanto se toma sol, é um tanto radical. Mas o bom vinho é companhia mais do que agradável ao almoço ou jantar no litoral. É o momento especial para apreciar os brancos, como Sauvignon Blanc, Viognier, Pinot Gris, frutados e com grande frescor. Uma boa alternativa é experimentar também os rosés, tendência que se nota em diversos países. Os rosés, vinificados a partir de castas tintas, são frutados, leves, e devem ser bebidos jovens e refrescados. Uma boa opção para dias de calor.

Alá lá ô

O Carnaval cai no auge do verão e normalmente é um período em que as pessoas se sentem mais liberadas. Vinhos brancos leves e espumantes são boas opções. Fáceis de beber, não pesam e, na dose certa, não deixam baixar a alegria.

Opções não faltam neste fim de ano.

Monte seu cardápio e boas festas!!

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