Archive for novembro, 2010
Vinícola Alzania
Alzania de José Manuel Echeverría e sua esposa, ambos enólogos,é uma butique da região de Navarra que já foi nos tempos dos romanos um lugar de grandes vindimas, como provam as ruínas de uma vinícola daquela época e em tempos da Idade Média um grande reino. E Navarra possui uma diversidade de microclimas impressionantes. Ainda é a terra da Euskadi, o país basco, cuja língua têm raízes próprias. Ali estudei* um verão e também aprendi a apreciar o modo de ser da gente de Navarra e estes vinhos de Alzania são grandes vinhos e reflexo da alma navarra.
Alzania é mais outro inspirado garimpo da Casa do Porto de Péricles e Rodrigo. Alzania conta com 10 ha de vinhedos próprios e mais 8 ha arrendados. Um vinho especial é o Gardacho 2008, 100% Garnacha, um vinho para iniciados com aromas de amoras, groselha, fresco e no palato a garnacha tradicional de navarra (R$76). Outro a destacar é o Alzania Finca de La Moneda Crianza 2003, um tinto evoluído, mas nem tanto, ainda jovem apesar dos 7 anos, corte de merlot 60%, syrah 30% e garnacha. O merlot passou por malolática em carvalho francês de 5 mil litros e crianza de 12 meses.
São 35 mil garrafas de um vinho elegante, fácil de beber, de taninos suaves e grande persitência R$160. A syrah que Alzania começou a plantar de forma experimental, quando ainda não era permitida, joga um papel importante nos vinhos da casa. Os que vêm recebendo mais de 90 pontos Parker são os syrah Alzania, um vinhaço todos, produção irrisória apenas 4 mil garrafas.
Sugiro o Alzania 21 del 10 2006, do aniversário de Maria, a filha do casal. Com aromas especiarias, tofee, menta. Boca untuosa e madura. R$210 na Casa do Porto. Vinhos de muita garra, energia e prazer.
* Por Silvia Franco, do blog Invino Veritas.
Encontro de Vinhos Biodinâmicos 2010
Pela segunda vez ocorreu o encontro de vinhos biodinâmicos que é presidido por Nicolas Joly. O presidente não pôde vir, pois está enfermo, então em seu lugar veio sua filha Virginie Joly, que comandou o estande da Coulée de Serrant, maravilhoso vinho que já foi postado aqui e aqui. Estavam à disposição as safras 06 e 08, além dos Les Vieux Clos e Clos de la Bergerie.
Outro destaque foram os vinhos da Nikolaihof Wachau, pertencentes a mais antiga área de vinhos da Áustria, sendo produzido desde o ano 470 D.C. Vinhos brancos de longevidade enorme. O que mais me agradou foi um Gruner Veltliner 1993.
Do Chile não poderia deixar de citar Álvaro Espinoza. Sem dúvida o mais simpático e entusiasmado expositor da feira. Ele já foi eleito personalidade do ano pela revista inglesa Decanter, mas isso não mudou em nada sua maneira de tratar os degustadores, com atenção, paciência e paixão. Parabéns também pelos vinhos apresentados: Antiyal, Kuyen e Antiyal Carmenère (92% carmenère e 8% C.S).
Se for falar de todos os vinhos maravilhosos que provei, a postagem será interminável, então citarei os destaques de que me recordo agora:
Chateau Le Puy (Bordeaux) - Tradicional (05) e Barthélemy (04)
Castagna (Austrália) – safras 05, 06 e 08
Pommard (Borgonha) – Comte Armand 04
Champagne Fleury (Champagne) – Fleury 1995
Monthelie Les Champs Fulliot 2007 – Domaine Paul Garaudet – Branco
D. Albert de Villaine – La Fortune (P.N) 07 e Bouzeron (Aligoté) 07 e 09
Château Guiraud (Sauternes) – safras 02, 05 e 06.
Clarendon Hills (Austrália) – Hickinbotham Syrah 07
Vale também destacar a presença de várias pessoas ligadas ao universo do vinho. Estiveram presentes: Andreas Larsson (melhor sommelier do mundo em 2007), Jean Luc Thunevin (Ch.Valandraud), Arthur Azevedo (ABS), Jacques Trefois (consultor), J.L.Pagliari (consultor), Péricles Gomes e Ariel Perez (Casa do Porto), Didú Russo (Confraria dos Sommeliers), Manoel Beato (Fasano), Ramatis Russo (Emiliano), Lis Cereja (Saint Vin Saint), Tiago Locatelli (Varanda Grill), Guilherme Corrêa (Decanter), Jeriel Costa (blog do Jeriel), Daniel Perches (Vinhos de Corte), André Deco (Enodeco), Suzana Barelli (Menu), Eduardo Milan (Adega), Luiz Miguel (consultor), Marcos Rachelle (Art du Vin), Petrus Elesbão (Vinum Brasilis), Edson Hermann (Decanter), Geoffroy de la Croix (De la Croix), Ana Luisa (VinhosVivos.com.br)… Clique nas fotos p/ampliar.
*Por Eugênio Oliveira, do Decantando a Vida.
Pen Drive em forma de Rolha
Sim, isso mesmo que você está pensando, uma rolha que tampa garrafas de vinho como um USB. Ou seja: além de poder usá-la para fechar a garrafa do seu vinho preferiro, junto à ela, um dispositivo para guardar músicas, dados, entre outras coisas.
Durante a degustação…
Mais uma historinha divertida para descontrair!
Correio Brasiliense fala sobre o Encontro Internacional do Vinho em Vitória
O jornal (e portal de notícias) Correio Brasiliense publicou em seu site na internet um apanhado do que aconteceu no Encontro Internacional de Vinhos, realizado em Vitória (ES). Para conferir a matéria na íntegra feita por Liana Sabo, clique na imagem acima ou no link abaixo.
Encontro Internacional do Vinho, por Correio Brasiliense.
Casa do Porto receberá José Manuel Echeverria de Bodegas Alzânia
Clique na imagem para ampliar.
Jean-Luc Thunevin e os Valandraud
Depois de Hong Kong, Paris com uma parada de cinco horas ao aeroporto de Roissy e Paris-São Paulo, mais de um dia e 10 horas de diferença de tempo de vôo, chegam ao Hotel Mercure, em São Paulo para ir para um volta com o nosso distribuidor para uma feira de vinhos biodinâmicos, realizada em um cenário maravilhoso.
Pena que o INAO tipo de óculos com o calor e a umidade não são propícios ao prazer do gosto, porque alguns dos vinhos deste “clube” são muito bons. Muito bons.
A refeição do meio-dia no dia seguinte na “Churrascaria Vento Haragano” barbcue carnívoros vicioso que os seres humanos pode ser usado quantas vezes eles querem toda a carne possível: carne de vaca, cordeiro, frango, porco e até javali. Você pode até ter peixe grelhado, salmão ou tambaqui!
O melhor vinho do mundo
Na sua segunda edição, o Encontro Internacional do Vinho, realizado na semana passada, em Vitória, capital dos capixabas, manteve a capacidade de proporcionar momentos memoráveis àqueles que amam a bebida do deus Baco. Uma seleção do mais alto nível de vinhos altamente bem pontuados pela crítica especializada.

Entre os degustados por mim, não há como deixar de mencionar o Oloroso 30 anos da Bodega Tradición, um jerez de tirar o chapéu; Claredon Hills Astralis 2007, o mais caro (R$ 2.150); o tinto Tondonia Gran Reserva 1987; El Pecado 2008 de Raúl Pérez, “um vinho para pecar”, feito só com a tinta mencía, que recebeu 99 pontos na revista Wine advocate (Robert Parker); Ramiro’s 2006 (100% tempranillo); Mancuso 2005, um baita garnacha de Zaragoza; Clos de Coulée de Serant 2007 (100% chenin blanc), do mago da biodinâmica Nicolas Joly; Chateau de Valandraud 2006, do pioneiro entre os “garagistas” bordaleses, Jean-Luc Thunevin; L’Extravagant de Doisy Daene 2003, um néctar dos deuses, talvez um dos poucos que competem com o ícone Château Yquem; os champanhes de Vigneron, pequeno produtor que só usa uvas próprias; René Geoffroy Premier Cru Extra Brut 2000; e, finalmente, o tinto Zerberos Arena 2007 (rótulo branco), um dos melhores garnachas espanhóis.
Para Andréas Larsson, a garnacha da Espanha se expressa melhor que a francesa, e o Zerberos foi uma das melhores surpresas que teve nos últimos tempos. Sueco, Larsson é sommelier campeão mundial e foi o coordenador da degustação A gloriosa expressão das pequenas produções, na qual o vinho Zerberos se fez presente.
“O melhor do mundo vinho em 41 taças” foi uma das chamadas do evento. E muitos dos presentes se perguntavam: qual é o melhor deles? Não há como ficar só com um, por isso afirmo que os meus (os seus podem ser diferentes, daí a beleza do mundo do vinho) foram, entre todos citados acima, o Oloroso 30 anos e o Zerberos Arena.
A Bodegas Tradición, produtora do primeiro, diz em seu folder sobre o Oloroso 30 anos: “Este é o vinho jerez tradicional por excelência. O Oloroso Tradición VORS, apesar de ser o mais corpulento e longo, é talvez o mais suave e elegante”. Altamente versátil na gastronomia, pode ser usado como aperitivo, com queijos curados velhos ou presunto ibérico. Também harmoniza bem com pratos de caça ou com um “puro” (charuto) suave tipo dominicano. É feito com a uva palomino (100%), em quantidade limitada a 5 mil garrafas. Já o Zerberos Arena 2007 arrasou. Feito com uvas de dois vinhedos velhos (100 anos) de solos arenosos da planície de Toledo (Castilla y Leon), apenas com garnacha, estagiou por 14 meses em carvalho francês. Tiragem superlimitada: 1.098 garrafas comuns (de 750ml) e 24 garrafas magnum (1,5l). Ambos merecem estar no topo de qualquer lista que se faça sobre os melhores do evento.
Sob a batuta eficiente de Mario Telles Júnior, editor da revista Wine style, e diante do olhar atento de quatro dos melhores chefs capixabas (Juarez Campos, Júlio Lemos, Hercílio Pirão e Cleusa Costa), os participantes do encontro tiveram a oportunidade de refletir sobre que vinho combinar com pratos típicos da gastronomia do Espírito Santo. Pratos como moqueca capixaba, torta capixaba, casquinha de siri, moqueca de camarão e ostra gratinada dentre outros, foram servidos na companhia de excelentes vinhos. Destaque para os brancos: os Sauvignons Blancs Dog Point (neozelandês) e Laberinto (chileno); o Albariño Sketch de Raúl Pérez e o alsaciano Domaine Martin Shaetzel Gewurstraminer Cuvée Reserve 2009.
Para terminar, vale a pena citar alguns números do evento: 32 rótulos com notas acima de 90-95 pontos, concedidas por Robert Parker e/ou a revista americana Wine spectator; seis garrafas com quatro estrelas na revista inglesa Decanter; a presença de Andreas Larsson – melhor sommelier do mundo – e de outros três palestrantes internacionais (o chileno Patrício Tápia e os franceses Olivier Pion e Jean Baptiste Geoffroy). O mais importante, porém, foram os belíssimos vinhos apresentados em dois dias inesquecíveis. Preparem-se para o ano que vem, quando o encontro girará, ao que tudo indica, em torno do tema vinhos raros.
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Por: Gerson Lopes.
Site Folha Vitória destaca Encontro Internacional do Vinho
O portal Capixaba Folha Vitória fez uma excelente cobertura e traz todos os detalhes do Encontro Internacional de Vinhos, realizado em Vitória (ES). Para conferir a matéria na íntegra na coluna Andrea Pena, clique na imagem acima ou no link abaixo.
Encontro Internacional do Vinho, por Folha Vitória.
TAM e Casa do Porto: Sabores do Mediterrâneo
Somente a maior e melhor companhia aérea do Brasil, TAM, poderia reunir os premiados chefs e irmãos Javier e Sérgio Torres, do restaurante paulista Eñe e Dos Cielos Restaurante, do Hotel ME, de Melia, em Barcelona (um dos projetos Gastronômicos mais interessantes nos últimos anos na cidade espanhola), para poder assinar seu cardápio da Primeira Classe e Executiva para o ano 2011. Charmoso evento aconteceu nos salões do Hotel Sofitel, em Guarujá.















