Tudo de bom…

Ontem a noite ( 26/08/2010) estive a convite dos meus amigos Aroldo Natal e Bado no Restaurante Soeta, da querida Chef Barbara. Ela nos apresentou o novo menu de degustação que agradou a todos da nossa mesa. Divina Barbara.
Bem o objetivo deste post é narrar um bela degustação numa noite fria de Vitória. Começamos, então, com um Puligny Montachet Les Champs Canet Louis Carillon e Fills 1996.

Beber um vinho destes com 14 anos, só é possível se o proprietário da garrafa souber onde comprar e guardá-lo em adega climatizada, única possibilidade de estar vivo e no seu melhor.
Como falei, não estava evoluído a mais que a data da colheita. Sua personalidade multi-dimensional continha elementos de limão, mel, baunilha, maçã assada e uma riqueza cremosa. O vinho teve uma boa acidez, bem como um acabamento muito explosivo. Aconselho a não bebê-los (Puligny Montrachet) antes de 5-6 anos. Se tem uma boa adega, os guarde por 20 anos .

Relatórios de Borgonha continuam a circular em Blogs e sites e não duvidem desta longevidade. Baseado em minhas degustações de vinhos brancos na Bourgone , os mais antigos fascinam. A riqueza e singularidade dos vinhos desta terra não existe. Tenho prazer de passar aos meus amigos e clientes informações de vinhos de produtores com este e não de Negociantes.

Contador 2002
É duro falar do vinho do concorrente, mas temos que ser honestos com o produtor e com os clientes. Neste caso, o produtor expressou o que pode fazer um grande homem do vinho (este sim o verdadeiro) conseguindo, na safra de 2002, uma proeza.

Moderno e com boa acidez esta no topo da sua vida, acredito que tenha mais 4 ou 6 anos pela frente e não cresce mais. Uma elegância rara neste Tempranillo, um buque maravilhoso , também muito untuoso. Posso dizer que quem o fez sabe o que esta fazendoe por isso custa um pouco mais do que a maioria de seus compatriotas. Na verdade não foi difícil falar do vinho do concorrente. Um vinhaço.

Matetic Pinot Noir 2002
Aqui , tenho um pouco de dificuldade, mas vamos lá.
Quando o Ariel descobriu a Matetic e nos apresentou foi mais ou menos nesta época, também em 2002, estes vinhedos não tinham mais que 4 anos e meu amigo Rodrigo Soto soube extrair uma delicadeza de vinho. Esta garrafa mostra todo o potencial que tem algumas regiões frias no Chile para produzir a difícil Pinot Noir.

Chateau Valandraud 2005 Saint Emilion Grand Cru Classe
De Jean Luc Thunevin.
Para muitos esta é a melhor safra do garagista. Tendo esta referencia, abrimos a garrafa às 23:00 horas. De cara, percebemos o canhão. Aroldinho achou um pouco alcoólico, mas não era a minha opinião e nem a de Bado.

Este vinho começa a atingir um nível tal que acredito ser crescente pelo próximos 10 ou mais anos. Impressionou a fruta, a compota e muita complexidade. Longo. O que mais dizer?
A garrafa acabou à 00:30 hora e o sono foi feliz e tranquilo.

*Péricles S Gomes.

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