Diferenças do Velho e Novo Mundo
Encontramos um ótimo post que explica as diferenças entre os vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo. É uma ótima leitura para os que estão começando a explorar o universo dos vinhos.
São muitas as diferenças entre os vinhos do Velho e do Novo Mundo. Diferenças na forma de cultivo (viticultura) e, principalmente, na forma de fazer os vinhos (vinicultura); nos aromas encontrados nas mesmas uvas em regiões diferentes; na forma de classificar e rotular os vinhos… Enfim! Uma varidade de coisas que nos faz saber diferenciar entre um vinho do novo e do velho mundo.
Os produtores do velho mundo baseiam-se muito no chamado “terroir”, que é toda a combinação entre solo, clima, região, quantidade de sol ou de chuva que incide sobre o local onde a videira está plantada, a topografia do terreno… Ou seja, é tudo o que contribui para o “sentido de um lugar”. E utilizam pouquíssima tecnologia para favorecer a viticultura. Tudo é feito com base no conhecimento que o vinicultor tem de suas vinhas, da tradição de como estas vêm sendo plantadas e colhidas ao longo dos anos.
Cada região vinícola da Europa vai cultivar determinado tipo de uva que é mais propícia à sua região e vai produzir vinhos com características peculiares a esta região. Por isso que eles não colocam o nome da uvas em seus rótulos, porque para eles, é mais importante o “terroir”. O lugar onde a uva foi cultivada é mais importante do que a uva em si. Se você chegar numa vila em Bordeaux e perguntar a algum habitante local qual a uva que está plantada ali, ele vai dizer: “É a uva de Bordeaux!”. E esta pode ser Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec…
Já os produtores do novo mundo utlizam-se muito mais da tecnologia para favorecer o cultivo e, principalmente, a produção de seus vinhos. As colheitas geralmente são feitas mecanicamente, o grau de maturação da uva é medido com um aparelho chamado Brix (diferente do velho mundo, onde geralmente a uva é provada e daí decide-se se ela está pronta para ser colhida ou não) e, geralmente, qualquer uva pode ser plantada em qualquer lugar. Eles podem produzir qualquer tipo de vinho, devido à tecnologia. E, por não terem este conceito de “terroir”, preferiram rotular seus vinhos com o nome da variedade da uva que representa o vinho. O que torna o entendimento do vinho muito mais fácil para nós, que não conhecemos tanto as regiões do mundo, mas sabemos mais ou menos o que encontrar num vinho Cabernet Sauvigon ou num Merlot, por exemplo.
Outra diferença básica entre estes dois grupos é que os vinhos do Velho Mundo normalmente (sempre existem exceções) são mais ácidos, possuem mais aromas minerais e menos frutas e, também, menos madeira que os seus similares do Novo Mundo. Que são mais frutados e amadeirados e também com teor alcóolico mais alto.
Via Enopaixão
No blog Enogourmet, a enóloga Amanda Loyo publicou um rótulo do Velho Mundo e um rótulo do Novo Mundo para entendermos melhor essa diferença. Vejam:
O da esquerda é um vinho do Velho Mundo. Reparem que o rótulo diz: “Appelation Chablis Grand Cru Controlée”, o nome do produtor, o vinhedo… e “Produto da França”. Diz também que é um vinho branco da Borgonha. Mas não faz menção ao tipo de uva. Diferente do vinho do Novo Mundo, que possui um rótulo mais “objetivo”: Fairview é o produtor, Pinotage é a uva, 2006 é a safra e o país é a África do Sul.











sou 1 iniciante no assunto. só que agora.estou trabalhando no rest. de alto nivel. e gostaria de poder receber mais informações sobre vinhos. caso seja nescesário enviem. material. como revistas e outros. desde já fico agradecido por sua gentileza. obrigado.
Olá, Raimundo.
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